Eu sonhei com uma febre,
um que me curaria deste frio, coração quente de inverno,
Com calor de derreter as lágrimas congeladas e queimado com razões que continuam
Nestes meses trançados eu mergulho sem uma luz para seguir
Mas eu juro que eu seguiria qualquer coisa - só me tire daqui
E você tira seis meses para adaptar e você tira mais dois para deixar a cidade
E no evento que você adapta nós poderíamos não querer você por perto ainda
Eu caí para a promessa de uma vida com propósito
mas eu sei que agora isso é impossível
assim eu bebo ficar quente e matar recordações selecionadas
porque eu apenas não posso pensar mais nisso ou sobre mim esta noite
Eu me dou três dias para me sentir melhor ou eu
juro, eu dirigirei para dentro de uma porra de um precipício
porque se eu não posso me fazer sentir bem então
como eu posso esperar qualquer um outro para fazer merda?
Eu grito para a luz solar ou um carro para me levarem para qualquer lugar
apenas me tire desta morta e eterna neve
porque eu juro que eu estou morrendo. Lentamente, mas está acontecendo
e se a primavera perfeita está esperando em algum lugar
apenas me leve lá e diga e minta pra mim e diga que vai ficar tudo bem.
a song by bright eyes
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
- If Winter Ends
Postado por Isabella Achcar às 14:44
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
- Escarlate
Eles podem me tirar de tudo
Me proteger do mundo
Só não podem me livrar de mim
Da minha visão turva
Sobre cada copo de veneno doce
E cada prédio um trampolim
Postado por Isabella Achcar às 05:06
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
- Amor impróprio

A dor se vê presente naquilo que detestamos. Aprende-se a conviver com a dor assim como se aceita o que lhe é detestado. A monotonia da rotina faz-se contentar em acordar preso a quem você não ama, a levantar-se junto a esse ser que cada dia torna-se mais tenebroso a você, afinal tens todo o tempo para lhe vasculhar as pequenas partes e pontuar-lhe os defeitos. Você a molda e tenta encaixá-la ao que melhor lhe parece, nada muda. Certas vezes num súbito de raiva, num lampejo de ódio, você a causa mal, ou devolve-lhe todo mal que te faz desde que aprendeu que você nunca se livraria dela sem livrar-se de si. Você a alimenta, sente suas malditas necessidades, você a faz pulsar mesmo a detestando, não tens outra escolha. Meche em seus cabelos, escuta as ofensas a ela oferecidas, controla-a. Os defeitos dela são atribuídos a você, enquanto os elogios a ela despendidos deveriam ser a você dirigidos. Deus, ela é o ser mais terrível que se pode existir, não há nada que pode ser aproveitado, e ainda quando se tenta aproveitar algo, te repelem. Você deve deixar toda esta escória em seu maldito lugar, e nunca se livrar dela. Mil castigos te podem ser impelido caso tente a aniquilar, são torturas épicas e você se pergunta se isso pode ser realmente pior do que tê-la consigo para sempre e carregar esse fardo. Você não pediu pra nascer sendo ela.
Ah, da próxima vez eu não serei, eu.
Postado por Isabella Achcar às 20:24
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
- Lá se vão meus dedos

Uma espera incessante. Já há algum tempo, estou nessa busca que nunca acaba. A todo o momento eu espero o que vem depois, e depois, e depois. Mas, nunca parece chegar. Nada faz isso sumir, esta coisa alojada dentro de mim que me faz sucumbir, é que as coisas explodem ás vezes, e eu nem sempre (repito, nem sempre) consigo manter o controle. Então, eu choro. Sentida como se tivesse perdido algo e volto à procura, a espera, de algo que eu nem sei se perdi, algo que eu nem sei se tive. Ansiedade, e lá se vão meus dedos de novo.
Postado por Isabella Achcar às 20:00
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
- Sem amor, segue-se o plano
Eu estou sentada na sacada do meu apartamento, classe média de Brasília, é, eu faço parte agora. Tenho um trabalho legal, e conheço do Gate’s pub até o UK Brasil, é cara, eu tomo café na cafeteria da LBV sempre que estou com vontade, e acompanhada por umas baforadas rápidas do meu Lucky Strike, sem culpa alguma. Não olho mais para os lados, não há ninguém me observando. Eu segui o maldito plano cara, eu tenho a discografia completa dos Beatles em cd, embora eu não seja a maior fã, eu segui o plano a risca sem deixar nada dar errado. Tenho a maioria dos livros do Woody Allen, já li mais de 3 mil livros desde a adolescência. Me formei em medicina pra ganhar um apartamento, yeah, e fiz moda pra nunca dizer que realizei meu sonhos. Cara eu fiz tudo certo, mas agora o plano acabou. Em partes, falta ter um filho aos 30 anos, mas eu vou oferecer a ele uma mãe no mais puro ‘’sistema capitalista’’, ensiná-lo a não usar drogas mesmo sabendo que duas ou três vezes ele vá experimentar e torcer para que ele só experimente. E vou colocá-lo numa maldita escola particular com outros porquinhos capitalistas que no futuro farão pegas e comerão menininhas da escola, ou virarão gays, terão a Lady Gaga como musa e sonharão em fazer moda em Milão . Se nascer menina, será a primeira vez que o plano deu errado, sempre quis um menino. Eu vou colocá-lo dentro do carro e levá-lo ao falido parque a da cidade, e algumas vezes ao parquinho da esquina. A parte da figura paterna eu ainda não bolei, mas pretendo fazê-lo chamar meu pai de pai também, afinal o meu sempre será o melhor. Eu vou seguir o plano mais uma vez, e tudo vai dar certo e será... Uma bosta! Uma maldita chatice programada para dar certo. Eu continuarei comprando roupas e sapatos que nunca usarei, visitando meus pais nas férias. Minha casa só não está uma bagunça porque tenho a Marlene em minha vida, cara, eu morei 6 meses em Londres, e dou festinhas para os amigos muito bem regado a ‘’tudo-o -que- você-pode-querer’’. Não tenho uma mansão na Asa Sul, nunca foi meu ideal de vida. Não tenho um carro importado e nem um jatinho, eu sempre quis ter uma vida apenas estável, e eu tenho. MAS EU NUNCA HAVIA FEITO A PERGUNTA CRUCIAL... E DEPOIS QUE TUDO DESSE CERTO, O QUE ACONTECERIA DEPOIS?
ps: Coisas que a dona desse blog deve fazer:
1 - Parar de ler Caio Fernando Abreu , IMPRETERÍVELMENTE.
2 - Parar de ler Woody Allen.
3 - Parar de ler aquele livro do Gaiman.
4 - Parar de filosofar com o Rodolfo, IMPRETERÍVELMENTE.
5 - Parar de pensar no futuro, IMPRETERÍVELMENTE.
Postado por Isabella Achcar às 09:16
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
- Cantos, infância, cidade, saudade

Existem alguns músicos que te acompanham desde pequeno, que apesar das diferentes fases pelas quais você passa em algum momentinho você olha... E lá está o dito cujo cantando pra você. Um dos meus seguidores é o tio Oswaldo Montenegro. Brasília , aaaaaah Brasília, meu lugar preferido, e não é por falta de conhecer outros lugares não. Brasília + Férias + Apartamento no Cruzeiro + Infância + Oswaldo Montenegro = Ser feliz e não sabia. Bem, você pode achar estranho, uma criança brincar de bonecas ao som da mais pura MPB, mas é que não pode se esperar outra coisa de uma infância sem primos, nem acesso a outras crianças. Eu nunca tinha me sujado com terra ou corrido na rua, e minha melhor amiga de infância era minha madrinha... Então posso dizer que aproveitei ao máximo minha vida de criança a base de danoninho e apartamento. Meu contato com adultos me fazia ter mais ídolos como Oswaldo, Rita Lee, e Caetano. E eu mal podia esperar para chegar as férias, eu tinha minha madrinha e minha tia inteiramente pra mim, e Brasília era meu reino encantado de luzes natalinas.
Ah cara, ontem ouvindo Oswaldo eu vi tudo passar na minha frente como quem assiste um filme e nem se quer pode acreditar que aquela era você. Tão pequena, tão cheia de razão, tão linda, tão certa, pura. E eu cantava ‘’bandolins’’ diretinho, mas Léo e Bia era uma história de amor, e eu todo libriana sempre a mantive como preferida. Ah minha Brasília que me parecia tão maior, tão cheia de sonhos, tão misteriosa, eu não te reconheço mais. Ah minha Isabella tão linda, tão doce, tão perfeita, ninguém te reconhece mais.
Como se não fosse tão longe, Brasília de Belém do Pará. Como castelos nascem dos sonhos. - Oswaldo Montenegro
Postado por Isabella Achcar às 08:29
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
- Vamos nos permitir
E não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo o que há prá viver
Vamos nos permitir – Lulu Santos
Enfim, eu tenho algo a dizer. Eu me cansei de esperança, esperar, e esperar... E não que isso seja negativo, é que esperando eu estou perdendo muitas coisas, já que não há mais possibilidades para você. E o que eu fiz foi aceitar de coração aberto que não vai mais voltar, que nada vai voltar, e que você não quer que nós existamos mais. Não, os tempos não voltam como eu pensava. Mas eu matei, eu tentei ressuscitar, pena que não seja algo com muitas vidas certo? ... Que fique claro, que eu tentei, na verdade eu ainda estou tentando porque sempre restará um restinho de esperanças, naquele fundo mais profundo. Mas não vou me parar, porque eu sou amada, sim, eu não sou essa total escória da humanidade que lhe parece... Amor próprio menina! Ou o pouco que me sobrou dele. Eu tenho pessoas por mim e eu continuo viva e eu continuo sentindo um baita calor nesse sol de 40°, eu sinto dor quando me machuco, então tudo indica que eu ainda estou aqui com ou sem você. Sim, eu posso amar de novo talvez, Arnaldo Jabour disse que o bom da vida é que se pode ter muitos amores e eu estou fazendo um puta esforço para me convencer. Eu quero que de alguma forma você saiba que eu estarei aqui quando precisar, se um dia quiser conversar (muito, muito improvável, mas...), e quando estiver se sentindo mal eu estarei pronta pra cuidar de você caso seja um pouco humilde e recorra a quem realmente te quer por perto, mas eu não estarei com a vida estacionada... Eu sempre serei muito mais nova, não importa a idade que eu tenha, mas basicamente não significa que eu seja muito mais burra ou menos atenciosa. Eu só preciso dar um pouco de toda a atenção que foquei em você, pra tudo o que estou deixando desmoronar ao meu redor. Por você não vai mais voltar, não quer mais voltar, não dá mais pra voltar, não pode mais voltar, não lhe convém voltar, não se sente mais bem em voltar, não lhe é certo voltar... Mas eu estou aqui. Eu juro que nada disso é culpa sua, você sabe.
Postado por Isabella Achcar às 18:03
sábado, 5 de dezembro de 2009
- Uma vida tão falsa
Cavei para mim mesmo um túmulo raso e estou tentando sair dele vivo. Continuo dizendo a mim mesmo que eu tenho que ser bravo, continuo dizendo até meu amor secar. Eu não tenho muito sucesso e isso me deixa triste às vezes. Perdedores não podem escolher quando eles querem fazer as coisas direito.
Libertines
Postado por Isabella Achcar às 17:47
- You know I cherist you, my love
OHHHHHH HOW I CHERIST YOU, MY LOVE.
Postado por Isabella Achcar às 17:08
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
- 3:14
Eu estou acordando depois do meio-dia
Eu nunca estou certo de que dia é esse
Eu estou desejando que eu fosse você
Eu estou desejando que eu fosse qualquer outra pessoa
Eu estou cansado de toda a dor
Eu estou cansado de todos os problemas que eu causei
Eu estou cansado de todas as coisas
Bem eu vou apostar que você vai esquecer de mim
Selective Memory - We Are Scientists
Postado por Isabella Achcar às 22:13
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
- Parte da angustia juvenil
Os Sobreviventes - Caio Fernando Abreu
Sri Lanka, quem sabe? ela me pergunta, morena e ferina, e eu respondo por que não? mas inabalável ela continua: você pode pelo menos mandar cartões-postais de lá, para que as pessoas pensem nossa, como é que ele foi parar em Sri Lanka, que cara louco esse, hein, e morram de saudade, não é isso que te importa? Uma certa saudade, e você em Sri Lanka, bancando o Rimbaud, que nem foi tão longe, para que todos lamentem ai como ele era bonzinho e nós não lhe demos a dose suficiente de atenção para que ficasse aqui entre nós, palmeiras & abacaxis. Sem parar, abana-se com a capa do disco de Ângela enquanto fuma sem parar e bebe sem parar sua vodca nacional sem gelo nem limão. Quanto a mim, a voz tão rouca, fico por aqui mesmo comparecendo a atos públicos, pichando muros contra usinas nucleares, em plena ressaca, um dia de monja, um dia de puta, um dia de Joplin, um dia de Teresa de Calcutá, um dia de merda enquanto seguro aquele maldito emprego de oito horas diárias para poder pagar essa poltrona de couro autêntico onde neste exato momento vossa reverendíssima assenta sua preciosa bunda e essa exótica mesinha-de-centro em junco indiano que apóia nossos fatigados pés descalços ao fim de mais outra semana de batalhas inúteis, fantasias escapistas, maus orgasmos e crediários atrasados. Mas tentamos tudo, eu digo, e ela diz que sim, claaaaaaaro, tentamos tudo, inclusive trept, porque tantos livros emprestados, tantos filmes vistos juntos, tantos pontos de vista sociopolíticos existenciais e bababá em comum só podiam era dar mesmo nisso: cama. Realmente tentamos, mas foi uma bosta. Que foi que aconteceu, que foi meu deus que aconteceu, eu pensava depois acendendo um cigarro no outro e não queria lembrar, mas não me saía da cabeça o teu pau murcho e os bicos dos meus seios que nem sequer ficaram duros, pela primeira vez na vida, você disse, e eu acreditei, pela primeira vez na vida, eu disse, e não sei se você acreditou. Eu quero dizer que sim, que acreditei, mas ela não pára, tanto tesão mental espiritual moral existencial e nenhum físico, eu não queria aceitar que fosse isso: éramos diferentes, éramos melhores, éramos superiores, éramos escolhidos, éramos mais, éramos vagamente sagrados, mas no final das contas os bicos dos meus peitos não endureceram e o teu pau não levantou. Cultura demais mata o corpo da gente, cara, filmes demais, livros demais, palavras demais, só consegui te possuir me masturbando, tinha biblioteca de Alexandria separando nossos corpos, eu enfiava fundo o dedo na boceta noite após noite e pedia mete fundo, coração, explode junto comigo, me fode, depois virava de bruços e chorava no travesseiro, naquele tempo ainda tinha culpa nojo vergonha, mas agora tudo bem, o Relatório Hite liberou a punheta. Não que fosse amor de menos, você dizia depois, ao contrário, era amor demais, você acreditava mesmo nisso? naquele bar infecto onde costumávamos afogar nossas impotências em baldes de lirismo juvenil, imbecil, e eu disse não, meu bem, o que acontece é que como bons-intelectuais-pequeno-burgueses o teu negócio é homem e o meu é mulher, podíamos até formar um casal incrível, tipo aquela amante de Virginia Woolf, como era mesmo o nome da fanchona? Vita, isso, Vita Sackville-West e o veado do marido dela, ra não se erice, queridinho, não tenho nada contra veados não, me passa a vodca, o quê? e eu lá tenho grana para comprar wyborowas? não, não tenho nada contra lésbicas, não tenho nada contra decadentes em geral não tenho nada contra qualquer coisa que soe a uma tentativa. Eu peço um cigarro e ela me atira o maço na cara como quem joga um tijolo, ando angustiada demais, meu amigo, palavrinha antiga essa, a velha angst, saco, mas ando, ando, mais de duas décadas de convívio cotidiano, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, ah não me venha com essas histórias de atraiçoamos-todos-os-nossos-ideais, eu nunca tive porra de ideal nenhum, eu só queria era salvar a minha, veja só que coisa mais individualista elitista capitalista, eu só queria era ser feliz, cara, gorda, burra, alienada e completamente feliz. Podia ter dado certo entre a gente, ou não, eu nem sei o que é dar certo, mas naquele tempo você ainda não tinha se decidido a dar o rabo nem eu a lamber boceta, ai que gracinha nossos livrinhos de Marx, depois Marcuse, depois Reich, depois Castafieda, depois Laing embaixo do braço, aqueles sonhos tolos colonizados nas cabecinhas idiotas, bolsas na Sorbonne, chás com Simone e Jean-Paul nos 50 em Paris, 60 em Londres ouvindo here comes the sun here comes the sun little darling, 70 em Nova York dançando disco-music no Studio 54,80 a gente aqui mastigando esta coisa porca sem conseguir engolir nem cuspir fora nem esquecer esse azedo na boca. Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê? não é plágio do Pessoa não, mas em cada canto do meu quarto tenho uma imagem de Buda, uma de mãe Oxum, outra de Jesusinho, um pôster de Freud, às vezes acendo vela, faço reza, queimo incenso, tomo banho de arruda, jogo sal grosso nos cantos, não te peço solução nenhuma, você vai curtir os seus nativos em Sri Lanka depois me manda um cartão-postal contando qualquer coisa como ontem à noite, na beira do rio, deve haver uma porra de rio por lá, um rio lodoso, cheio de juncos sombrios, mas ontem na beira do rio, sem planejar nada, de repente, sabe, por acaso, encontrei um rapaz de tez azeitonada e olhos oblíquos que. Hein? claro que deve haver alguma espécie de dignidade nisso tudo, a questão é onde, não nesta cidade escura, não neste planeta podre e pobre, dentro de mim? ora não me venhas com autoconhecimentos-redentores, já sei tudo de mim, tomei mais de cinqüenta ácidos, fiz seis anos de análise, já pirei de cl ín k.(clínica),lembra? Você me levava maçãs argentinas e fotonovelas italianas, Rossana Galli, Franco Andrei, Michela Roc, Sandro Moretti, eu te olhava entupida de mandrix e babava soluçando perdi minha alegria, anoiteci, roubaram minha esperança, enquanto você, solidário & positivo, apertava meu ombro com sua mão apesar de tudo viril repetindo reage, companheira, reage, a causa precisa dessa tua cabecinha privilegiada, teu potencial criativo, tua lucidez libertária e bababá bababá. As pessoas se transformavam em cadáveres decompostos à minha frente, minha pele era triste e suja, as noites não terminavam nunca, ninguém me tocava, mas eu reagi, despirei, voltei a isso que dizem que é o normal, e cadê a causa, meu, cadê a luta, cadê o po-ten-ci-al criativo? Mato, não mato, atordôo minha sede com sapatinhas do Ferro’s Bar ou encho a cara sozinha aos sábados esperando o telefone tocar, e nunca toca, neste apartamento que pago com o suor do po-ten-ci-al criativo da bunda que dou oito horas diárias para aquela multinacional fodida. Mas, eu quero dizer, e ela me corta mansa, claro que você não tem culpa, coração, caímos exatamente na mesma ratoeira, a única diferença é que você pensa que pode escapar, e eu quero chafurdar na dor deste ferro enfiado fundo na minha garganta seca que só umedece com vodca, me passa o cigarro, não, não estou desesperada, não mais do que sempre estive, nothing special, baby, não estou louca nem bêbada, estou é lúcida pra caralho e sei claramente que não tenho nenhuma saída, ah não se preocupe, meu bem, depois que você sair tomo banho frio, leite quente com mel de eucalipto, gin-seng e lexotan, depois deito, depois durmo, depois acordo e passo uma semana a banchá e arroz integral, absolutamente santa, absolutamente pura, absolutamente limpa, depois tomo outro porre, cheiro cinco gramas, bato o carro numa esquina ou ligo para o cvv às quatro da madrugada e alugo a cabeça dum panaca qualquer choramingando coisas tipo preciso-tanto-uma-razão-para-viver-e-sei-que-essa-razão-só-está-dentro-de-mim-bababá-bababá e me lamurio até o sol pintar atrás daqueles edifícios sinistros, mas não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais autodestrutiva do que insistir sem fé nenhuma? Ah, passa devagar a tua mão na minha cabeça, toca meu coração com teus dedos frios, eu tive tanto amor um dia, ela pára e pede, preciso tanto tanto tanto, cara, eles não me permitiram ser a coisa boa que eu era, eu então estendo o braço e ela fica subitamente pequenina apertada contra meu peito, perguntando se está mesmo muito feia e meio puta e velha demais e completamente bêbada, eu não tinha estas marcas em volta dos olhos, eu não tinha estes vincos em torno da boca, eu não tinha este jeito de sapatão cansado, e eu repito que não, que nada, que ela está linda assim, desgrenhada e viva, ela pede que eu coloque uma música e escolho ao acaso o Noturno número dois em mi bemol de Chopin, eu quero deixá-la assim, dormindo no escuro sobre este sofá amarelo, ao lado das papoulas quase murchas, embalada pelo piano remoto como uma canção de ninar, mas ela se contrai violenta e pede que eu ponha Ângela outra vez, e eu viro o disco, amor meu grande amor, caminhamos tontos até o banheiro onde sustento sua cabeça para que vomite, e sem querer vomito junto, ao mesmo tempo, os dois abraçados, fragmentos azedos sobre as línguas misturadas, mas ela puxa a descarga e vai me empurrando para a sala, para a porta, pedindo que me vá, e me expulsa para o corredor repetindo não se esqueça então de me mandar aquele cartão de Sri Lanka, aquele rio lodoso, aquela tez azeitonada, que aconteça alguma coisa bem bonita com você, ela diz, te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza, não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando. A chave gira na porta. Preciso me apoiar contra a parede para não cair. Por trás da madeira, misturada ao piano e à voz rouca de Ângela, nem que eu rastejasse até o Leblon, consigo ouvi-la repetindo e repetindo que tudo vai bem, tudo continua bem, tudo muito bem, tudo bem. Axé, axé, axé! eu digo e insisto até que o elevador chegue axé, axé, axé,
odara!
Postado por Isabella Achcar às 08:18
- Sobre contentar-se
Pode ser
Não sei por que ainda insisto
Em ficar a beira do abismo
Afim de não deixar tudo morrer
Deixa assim
Mal sei eu
Que há tempo morreu
Só não matei de mim
Então, que assim seja
Também, onde já se viu
Eu que plantei chuchu
Querendo colher cereja
Postado por Isabella Achcar às 05:27
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
- Protetor
Hoje eu vou te contar um segredo, eu já fingi estar dormindo, só pra te ver chorar sentado do lado da cama olhando para meu suposto sono pedindo a Deus força para ser maior que o mundo, força para poder me segurar, força pra me exortar sem me afastar. Mas eu nunca precisei de mais nada quando estás por perto, você me ama todo momento, é incrível como me ama. E te agradecer seria impossível, você me deu cabelos finos, olhos verdes, e um sobrenome bonito, você atende meus telefonemas me chamando de razão da sua vida, e eu sei que eu sou. Você me pega no colo e enxuga minhas lágrimas quando me vê confundindo sorte e morte por questão de apenas uma letra. Você não é melhor pai do mundo, você é o único, é o meu.
Postado por Isabella Achcar às 15:36
terça-feira, 24 de novembro de 2009
- Quando éramos melhores
Não que você não seja boa, não que tenha deixado de ser a melhor amiga, e nem é porque não dançamos na sala de visitas. Talvez seja o tempo nos afastando como faz com tudo o que eu amo. Talvez sejam os quilômetros. Não vou usar tantas metáforas e palavras bonitas hoje, é talvez sejam os quilômetros. Nós éramos melhores juntas. Eu pareço tão desorientada, e estou. Você nunca deixou de me conhecer melhor, mas tem outras prioridades na vida, mesmo sem querer. Não te culpo, talvez eu tenha outras prioridades também, talvez seja o tempo passando, não? Estamos mais velhas, temos outras coisas a nos dedicar, e embora eu ainda não tenha achado as minhas ainda, espero que você já tenha encontrado coisas reais para se dispor. Bem, eu ainda poderia me dedicar a você por um milhão de anos, pelo menos eu poderia. Você ainda ri das minhas piadas, e eu ainda choro ao telefone e tudo o que fazemos nunca ficou automático e monótono. Apenas um pouco menos intenso. E eu sinto tua falta, todos os dias. E nunca dou valor ao que tenho... Nunca. E por todos os meses deste começo de 2009 e estava ao teu lado, mas parecia não ligar. Eu preciso perder sempre, mas quando será que vou aprender? Agora eu pagaria caro por todos aqueles dias dividindo um colchão de casal no chão, e falar com você até mesmo depois de já estar dormindo. Eu pagaria caro por todos aqueles conselhos que eu nunca segui e me estrepei. Não importa quando, como, ou onde, eu estarei do seu lado. Eu moverei o mundo, você sabe. Eu poderia secar o mar e até quem sabe voltar o tempo, para os dias que éramos nós. Você me defende de coisas que eu não sei o que fazer, mesmo que eu fique nervosa com você depois. Você me defende de mim. E eu faria tudo pra te fazer rir de novo, porque eu adoro seu jeitinho de não ligar muito pra tudo o que realmente importa, e eu adoro suas tempestades em copo d’água. Tá tudo errado, eu devia estar com você e só com você, nós tínhamos planos lembra? Eu faria tudo, tudo por você. Por que você nunca me abandonou nem mesmo quando eu te abandonei. EU só queria que tudo voltasse a ser como era, eu e você, apenas eu e você e um mundo girando ao nosso redor. Eu te amo, e não há nada andante sobre a Terra, nada que eu tenha conhecido, que tenha me dado o que você me deu... O amor de uma irmã que não era minha.
Postado por Isabella Achcar às 15:38
sábado, 21 de novembro de 2009
sábado, 7 de novembro de 2009
- Buraco Negro
Apegando-me a um passado que não existe mais, com dias prazerosos, pessoas acrescentáveis e nenhuma lágrima ao voltar dos lugares bons que eu freqüentava. Certo dia, quando eu perdi tudo, eu simplesmente não soube como lidar com as perdas consecutivas e acabei ficando parada no mesmo lugar por anos. Porque eu não posso ser sábia gritando e falando mais do que se pode ser capaz de ouvir? Porque eu tenho de ser serena para ser sábia? Você tem uma boa teoria sobre como organizar vidas totalmente desorganizadas, mas na pratica meu bem, é muito mais difícil. Sim eu tenho uma bagunça de vida, é que eu pensei que ser sábia era conhecer tudo e todos, ter experiências e histórias pra contar. Na verdade ser sábio é ser sozinho, não é? Então agora eu vou tentar amadurecer e ser como meus pais, sonhar é para fracos, e rotinas para organizados, organização para os felizes. Surpresas causam sustos. Eu posso tentar amadurecer por nós, mas mudar não é fácil, não é. Certo dia eu perguntei a minha mãe, porque as pessoas cresciam. E ela me disse: Para poder olhar nos olhos do seu sofrimento. Então acho que eu não sofri tanto assim rs.
Para ouvir: She & Him - Change Is Hard
Postado por Isabella Achcar às 10:00
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
- Músicas que contam histórias

Vocês estão vendo essa mocinha de cara amarrada lendo um livro ai na foto? Essa gatinha se chama Emma –Lee, mas é conhecida no meio artístico por Emmy The Great. Nasceu em Hong-kong, e foi morar em Londres muito cedo, hoje com apenas 25 aninhos é uma artista e tanto. E eu estou aqui para tietar um pouquinho e contar para vocês sobre uma das minhas favoritas. Quando eu conheci o trabalho da Emmy ela ainda colocava suas musiquinhas no myspace e não tinha nem 400 mil execuções no last, se mostrava ainda uma artista tímida e meiga porém com todos os artifícios pra se tornar grande no novo cenário anti-folk. Hoje ela já tem quase 2 milhões de execuções e lançou seu primeiro cd, intitulado First Love, e é impossível não se apaixonar pelas histórias que suas músicas relatam. São do tipo que você se apega por uma nova canção a cada semana, e quando não houver mais canções para se apaixonar você se reapaixona, como eu, hoje estou reapaixonada por 24. Músicas que contam histórias sempre foram minhas preferidas, cantoras bonitinhas com seu violão e seu folk cantado baixinho também sempre me prenderam a atenção, e Emmy é uma mistura de tudo o que mais gosto rs. Vale a pena escutar, vale mesmo, faço referencia a minhas 2000 e tantas execuções de musicas dela.
Links para vocês conhecerem mais do trabalho dessa cuti-cuti.
http://www.lastfm.com.br/music/Emmy+the+Great
http://www.myspace.com/emmythegreat
Postado por Isabella Achcar às 10:08
- Seja Forte
Certa vez lhe perguntaram quem cuidaria dela. E foram longos dias se esgueirando pelas paredes tentando descobrir a resposta dessa pergunta. Um dia lhe disseram que se você não souber para onde está indo, então não há caminho para ser apontado. Então até lá você pode vagar até estar totalmente convencido de que é um merda e não pode estar indo há lugar nenhum, esta é a hora que você para e descobre que nunca mais sairá do lugar. E esta é a historia da menininha que nunca mais saiu do lugar, porque ela descobriu a verdade cedo demais, cedo demais. E ela se sentou e ficou por meses nesse mesmo lugar traçando um plano, um plano para não ficar perdida novamente. Mas ela precisava sair do lugar para colocar o plano em prática, e era muito difícil se levantar, porém nossa garota não desanimou. Levantou-se e começou a colocar o plano em prática. A droga de plano foi por água abaixo rápido demais, então ela voltou para sua confusão e se enfiou lá esperando até a dor passar, mas a dor só crescia e crescia. Ela só queria que as flores do seu jardim crescessem como nos jardins alheios, ela tinha adubo e um regador, o que poderia estar errado? Mas quando alguém tem câncer à morte é apenas a faca que fez o corte, e quando se tem dor à mesma faca é apenas a ajuda para uma comparação.
Ouçam: 24 – Emmy The Great
Postado por Isabella Achcar às 09:44
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
- Porta Secreta
Você não acredita, e eu por cinco minutos desacreditei também. Vejamos bem aonde eu vim parar, porém ainda estou em pé certo? Todo dia eu levanto com dificuldade, ainda não me acostumei bem nessa de andar sobre as próprias pernas, de não contar com ninguém além de mim mesma. Está sendo uma grande lição, e quando eu terminar de aprender nós vamos ficar juntos. Não que eu preveja o futuro, mas apenas existem dois caminhos: o fim desse doce sabor do ‘’gostar’’de quem acha que conhece o outro mais ainda quer explorar, ou a volta dessa exploração que advém do gosto bom de gostar desse alguém. Sou nova o bastante para sonhar com a segunda opção quando eu acordo e vejo que algum tempo se passou e nada apaga. São muitos quilômetros, muitos dias, muitas pessoas, muito passado. Eu quis te manter ao meu lado enquanto eu conhecia o mundo novo de uma garota de 13 anos. E ainda me lembro do dia que tu me perguntara se eu abdicava de qualquer curiosidade adolescente pra ficar com você e só com você... Eu respondi um sim cheio de não, e esgueirei fundo na vontade de viver um mundo de alguém que se via cheio de argumentos para isto. Foi ai que eu quis te encaixar nesse mundo que sempre te desconheceu, e que nunca vai te conhecer, AINDA BEM! Nada preencheu o vazio que existia, nada preenche a cratera funda que ficou depois que eu te dei passe livre pra ir embora, passe livre pra se desgrudar de mim. Mas ficou aquela sujeira de grude na minha roupa velha que eu nunca tive coragem de lavar. E eu continuo mantendo a mancha confiante de que um dia agente a limpe juntos. Eu continuo com as mãos rasgadas depois de tantos murros em pontas de facas, tantos tiros no escuro, tantas fugas infundadas. Num tempo atrás quando saudade ainda não era viciada em internet, existia o esquecimento rápido, ou pelo menos a falta de comunicação que ajudava nesse ‘’esquecer’’; se mudava de cidade e pronto, se perdia o contato. Não funciona mais, pelo contrario, me vejo perto querendo abraçar uma tela fria e palavras de uma pessoa que eu não conheço mais, ante a toda a cordialidade barata que esses meios de comunicação nojentos podem nos proporcionar, cordialidade aquela que você ainda insiste em alimentar... Tem se tornado difícil pra mim, como todo o peso que eu acho que tenho que carregar, mas na verdade não, não sei. Mas eu sei bem que fui única, a única que sentiu sua falta pungente, a princesa abandona o príncipe que a carrega de volta para o castelo mais distante no topo da torre mais alta... Eu me envergonho de catar ate as migalhas da sua atenção, e eu toda prazerosa, aberta; qualquer pergunta, qualquer duvida. Eu continuo te amando... Acho que foi bem isso que eu lhe escrevia, naquele sonho assustado.
Se isto não é amor, se tempo não é amor, se insistência não pode ser amor... O que mais pode ser? Ah sim, concordância pode ser amor, não pode? Desfiles de uma tola.
Postado por Isabella Achcar às 11:11
terça-feira, 27 de outubro de 2009
- Os programas de índio do meu pai rs
Se vocês estiverem lendo esse texto, significa que a vossa querida blogueira sobreviveu a intensos dias de terror e tortura, mas agora está sã e salva nas dependências de seu lar. No dia 20 de outubro de 09 o querido progenitor da qual vos acompanham chegou com uma proposta aparentemente tentadora: matar dois dias de aulas para fazer uma viagem a passeio, com a finalidade de descansar a cabeça. Logo de cara, e sem pedir mais detalhes, vossa fiel escudeira aceitou o convite e preparou as malas terrivelmente organizadas (ou não) para embarcar no outro dia. Já pela tarde do dia 21 pegaríamos a estrada, chegaríamos de madrugada ao local destinado. A viagem tranqüila, o destino até então era o Mato Grosso. Engana e encorajada pela falsa proposta de ir para Cuiabá, estava eu tranqüila com meu gatorade sabor maracujá e morango. Quando chegamos ao local, a amiga que vos fala estava dormindo tranquilamente recostada no banco traseiro da caminhonete. ‘’Abra os olhos filhinha, chegamos’’, ouvi papai dizer. Foi então que despertei e dei de cara com a mais terrível imagem do ano, uma cidade ribeirinha na divisa com Mato Grosso e Goiás. Com menos de 50 habitantes e apenas duas ruas, estava eu enfurnada em Cocalinho – MT. Foram dias duros sem celular nem internet, os quais sua sofrida blogueira transcorrerá abaixo, acompanhe agora a dolorosa saga de 4 dias no meio do nada.
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Quarta – 21 de outubro de 2009
Cheguei de madrugada e ainda estou desesperada com a idéia de passar meu final de semana no meio do mato. A ambição de faltar dois dias de aula para descansar agora se transforma em arrependimento. O quarto de hotel pelo menos tem ar condicionado, mas as paredes são rachadas e eu fico fungando o tempo todo, sem falar dos mosquitos. Segundo pesquisas esse é o melhor hotel da cidade, estou amedrontada com a idéia de pensar no outros. Meu pai parece ter chegado ao paraíso, ou pelo menos estar a dois passos dele, eu já acho que atraquei no inferno com passagem só de ida. Papaizinho também está meio chateado, Eu acabo de dar a birra mais mimada de toda minha vida, afinal, eu fora profundamente enganada e agora estou com medo de voltar para casa com a pele dois tons acima ou toda vermelha e descascada (o que é mais provável). Se eu sobreviver, não me esqueçam de ir a igreja agradecer por toda a poluição e desmatamento já existente, pelas águas poluídas e os carros barulhentos da cidade, agradecer pelos ladrões pela internet e pela fechadura de casa, dar graças pela vida de Viviane Westwood e Alexandre Herchcovitch, Sex Pistols e Libertines, e tudo o que pode ser considerado civilizado. Mas agora eu só penso em tomar todos os antidepressivos do mundo e dormir até esse pesadelo passar.
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Quinta – 22 de outubro de 2009
Enfim salva em meu quartinho gelado de hotel, na verdade, eu passei quase todo o dia aqui afinal meu pai pescou a maioria do dia. Quando ele estava na cidade passei um tempo com ele, porém logo arranjava uma desculpa para vir pro hotel que fica a 100 metros do rio e do bar. Tirei algumas fotos também, passei dez longos minutos observando a água e não foi tão torturante. Eu só não estou mais entediada e chateada por que meu pai está muito feliz, e eu o amo mais do que qualquer pessoa nessa vida. Eu adoro ver meu lindinho sorrindo, meu pai é minha vida galera, e me manter sorrindo perto dele é um dos mil esforços que eu posso fazer por todo o amor que sinto por ele. Mas mesmo assim isso aqui continua sendo a pior prisão/tortura pra mim, eu tenho pavor de mato. Apesar de todo o repelente eu já tive que tomar um antialérgico porque os mosquitos dos infernos me picaram e eu acabei tendo uma reação terrível na perna, tem um calombo enorme, vermelho e quente. Meu pai me mandou tomar o remédio. E também apesar de todo bloqueador solar, os poucos minutos que passei no mormaço já me deixaram avermelhada. Óh tristeza! Mas vejapos pelo lado bom, menos um dia de tortura. Então é isso galera, meu dia se resumiu basicamente a ler Fernando Sabino e escutar Sex Pistols num quarto de hotel.
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Sexta – 23 de outubro de 2009
Menos um dia, uff. Não estava muito bem hoje, meio triste, não sei se é o clima desse tipo de cidade que me dá uma nostalgia da minha infância quando toda a pseudo-família ainda pseudo-existia e vínhamos passar os feriados em cidadelas como essa, ou talvez seria simples problemas cotidianos que ficam no meu subconsciente, e sei que eu não posso tirar férias deles. Enfim, minha perna ainda está inchada e dolorida, eu gastei 100 unidades no orelhão para não me sentir tão incomunicável (mas convenhamos, estou incomunicável). Falei com a Dani, saudades e inveja dela (ela está na pseudo-civilização com a galera rs), e também falei com a mamãe desejando muito que ela estivesse aqui. Meu pai fez churrasco (eca rs) hoje, e eu escutei mais Sex Pistols e um tanto de Division, ouvi Arctic e DEUS! Como eu estava com saudades de The Last Shadow . Eu agora estou tomando um antiinflamatório infeliz, porque cheguei à conclusão que tenho alergia de tudo neste lugar, inclusive do lugar. Meu dia foi outro saco, mas meu pai aprece tão bem e isso me deixa quase mais feliz do que se eu estivesse na Europa rs.
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Sábado – 24 de outubro de 2009
Ontem externei uma depressão tão profunda que mal me lembro de pensar sobre o quão estava exausta para escrever. Eu queria ir embora e começar uma deita, que queria minha mãe e na verdade não queria nada. Dormi muito, comi demais, fiquei irritada com um livro sobre animais até conseguir interpretá-lo direito. A internet daqui é uma maravilha discada, sim, DIS-CA-DA, a coisa mais pré-histórica que se pode esperar de um lugar e internet discada em uma lan house. Tudo me deixou muito nervosa, a única parte boa do dia foi andar de cano com meu pai depois de quase a virar quatro vezes depois de uma insólita idéia do papai de tentar me ensinar a pilotar aquilo. E eu me dei conta de como às vezes, mesmo sendo a pessoa mais fisicamente próxima do papai, pareço estar à quilômetros de distância dele. Desde que ele chegará atônito com aquela idéia de canoa (a muuuuuito tempo atrás, diga-se de passagem) eu nunca havia mostrado nenhuma curiosidade naquilo que quase o tirava o sono de tanta excitação. Foi ai que me dei conta de algo ainda pior, todos os conhecidos do papai, inclusive todos os funcionários dele e meu irmão, todos, sem exceção, já haviam andado naquela canoa, e eu nem atinara para conhecer a tal que leva o meu nome. Ele estava tão feliz mesmo depois de eu quase nos afogar rio abaixo tentando aprender a acelerar aquele troço do jeito certo. E mais uma vez, valeu fazer da felicidade do meu pai, a minha felicidade.
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Domingo-25 de outubro de 2009, vulgo: Segunda – 26 de outubro de 2009Eu quase perdi a noção do tempo. Amanhã é o dia de dar tchau a cidadela insossa, e olá a minha vida enfadonha e agitada naquele projeto de capital cuja o calor é infernal (até rimou, poxa!). Durante todo o final de semana li três livros, um de 400 paginas outro de 300 e um de 700, parece loucura não? Me sinto tão desligada do mundo como se tudo lá fora não existisse e eu estivesse completamente languida e poética. Me sinto louca. Louca para começar uma dieta, diga-se de passagem. O mundo lá fora, longe do rio, da comida caseira e do meu pai parece inexistente, parece mais com um conto de fadas do que com algo que eu realmente tenha vivido, (ou vivo ) assustador e nada aconchegante. Parece-me uma idéia meio torpe encontrar-me com meus amigos, ou professores, e até mesmo com minha psicóloga. O orelhão se parece mais com um portal para o mundo externo que a mais de 24 horas eu não consigo atravessar, a única previsão de contato com o mundo fora daqui. Isso tudo me encobriu por inteira, esse lugar, essas pessoas que parecem nunca terem saído daqui, tudo tão místico e incrédulo. Todo o tempo no quarto do hotel na companhia de Pistols e Division, Laura Marling e Spektor. Foram dias tranqüilos, mas agora atenuar-me a realidade parece tão difícil como sair dela. Talvez eu esteja um pouco, poética demais. Meu quarto, só agora me dei conta do estado em que vou deixá-lo, parece mais um antro de punks anárquicos ou um chiqueiro. Meu pai tem razão em reclamar quando vem me acordar toda manha. Um beijinho de bom dia e uma exortação seguida de uma tremenda explicação desnecessária de como isto é apenas um final de semana e eu não preciso em comportar como uma maníaca depressiva viciada em heroína a beira de um colapso nervoso. Espero que nada de muito terrível tenha acontecido para me assustar nessa ‘’volta á civilização’’.
Postado por Isabella Achcar às 16:38
terça-feira, 20 de outubro de 2009
- Porque está tão triste Debbie?
Galere do mal (QUE DROGA DE COMEÇO), eu sei que a promessa de post pra essa semana era falar da tia Winehouse e os novos junkies do pedaço, buuuuut, esperem! Ainda naquele clima de roqueiros mortos e tietagem vou falr um pouco sobre Déborah. Não, ela não é nenhuma 'roqueira morta', ela era simplesmente a sofria esposa/mártir do meu querido Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Entre conversas de boteco (no msn rs) com um velho amigo descobri que ele havia escrito uma música falando da pequenina Déborah. A canção é simplesmente genial, e a letra (de um bom gosto incrível) retrata um pouco do que a pequena passou com Ian no fim da vida dele. Os amores intensos são os mais duros porém os mais belos também, Sid e Nancy, Kurt e Courtney, Ian e Déborah... Ai vai a música, e o myspace do rapaz pra quem quiser escutar.
Debbie - Wallece José
Seja o que diz ao menos uma vez
Não quero mais brincar
O teu amor
Já me cansou o coração
Estou tão só se quero sua mão
E vem dizer pra não morrer na solidão...
Me diz, cadê você que conheci há tanto tempo atrás?
Deixei controlar sabendo que era eu
Lhe ajudou quando caiu
Em pleno chão
Lhe deu a mão
E agora estou tão só
Porque você não vai de vez e leva tudo que é seu?
Myspace - www.myspace.com/wallecejose
Ps: ninguém sabe o que eu e o Wallece passamos no bolha cultural /tortura.
Ps 2: Vale mutio a pena conferir /dica.
Postado por Isabella Achcar às 13:26
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
- Morra jovem, permaneça morto (ou eternizado)
É certo que no mundo da música, aqueles que fizeram (e fazem) mais sucesso tem em comum um pequeno gosto pela auto destruição. Da mais doce Lily Allen, até a subjugada Senhorita Winehouse, passando é claro pelo meu impreterível protegido Doherty. Olhando ao longo da história, as mais eternizadas bandas tem pelo menos ‘’um pezinho na cova’’. Mas que tal dar uma olhada naqueles que enfiaram com gosto os dois pés?
Ordem cronológica crescente 1969 - 1994
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Brian Jones – Nem todo mundo se lembra/sabe, mas esse cara foi um dos fundadores do Rolling Stones. É galera Mr. Jones rs foi guitarrista da Pedras Rolantes logo em sua primeiríssima formação. Logo que a banda começou a carreira o jovem já iniciou-se nas drogas também. Morreu jovem, em julho de 1969 aos 27 anos, afogado na piscina de sua própria casa, na época por motivos desconhecidos. Hoje boatos (ou não) revelam que ele fora afogado por um empreiteiro que trabalhava na reforma de seu lar-doce-lar, o assassino teria confessado o crime no ano de 1993 em frente ao túmulo de Brian (acho que Jones fez foi puxar o pezinho do cara a noite rs).
Assistam: Stoned
Quem diria que esse cara ai fundou uma das maiores bandas de todos os tempo? rs
Jimi Marley Hendrix e seu passatempo preferido (brinks seus toscos, não tá vendo que é só um marlboro light? rs)Assistam: The Rose
O vestuário, a expressão dócil, e o cabelo-marca-registrada fizeram de Janis uma mulher de beleza exótica e marcante. Gostoooosa, brinks.
Jim Morrison – Até hoje a morte do brilhante frontman do Doors é uma incógnita, já que não ouve autópsia. Morrison morreu em seu apartamento em Paris no ano de 1971 também aos 27 (já tinha virado moda?), e há especulações até mesmo de que ele havia forjado sua morte por que estava cansado de fama demais, dinheiro de mais, gente demais no seu pé, falta de liberdade... E essas coisas que todo mundo quer, mas quando consegue não sabe administrar. Quanto ao The Doors: A banda ainda tentou se manter de pé após a morte do vocalista,e até editaram dois álbuns, não foi um fracasso total, mas também não houve holofotes e festa. Logo os integrantes dispersaram sob a desculpa de que ‘’não se sentiam bem sem Jim’’, mas também, convenhamos, jamais seria a mesma coisa sem o cara né?
Assistam: The Doors – o mito de uma geração
Até sua sobrinha de 5 anos que assite xuxa e calça a nova sandália da sandy já viu essa foto em algum lugar.
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Manual de como ser um bom punk: tente se tornar o Sid Viciou, depois desista disso e compre uma camiseta com essa foto.
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Oti mamãezinha cuti cuti nene S2
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Postado por Isabella Achcar às 10:09
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
- Espaço para os amigos
_Galera, disponibilizei aqui no meu blog um espaço para um texto de uma pessoa que eu amo, e que eu aprendi a entender a dor. E também porque adimirei muito o trabalho dela e queria compartilhar com o pessoal do blog. Pros amigos que tem boas idéias, ou se tiverem algo a compartilhar, o espaço para amigos 2, 3, 4, 5... Enfim, amigos serão sempre bem vindos no meu blog, na minha vida. Ag Parabéns amiga, amo você. <3
Mão Livre (Ag Andrade)
Não que um coração valha mais do que um maço de cigarros.Mas alguns romances de madrugadas embriagadasainda conseguem me tirar lágrimas...E eu que pensei que tinha secado a fonte!Ver sua sombra me traz tristeza.Sentar-me ao seu lado e trocar apenas a respiraçãoMe faz beirar um abismo de depressão.Não que você valha mais do que a vodca barata do bar...Mas você vale o suficiente pra me obrigar a me embebedar;Concluo eu que quase nada, na manhã seguinte não sei,não quero saber muito menos imaginar o que será de mim.Eu vejo o liquido da garrafa já no fim,e penso que pela manhã não verei teu rosto no céu com meus malditos olhos vermelhos que tem aversão à luz.Eu sou uma princesinha carente e fácil.Eu tiro minhas vestes no primeiro encontro a procura de amor.Porque depois do nono foi quando eu perdi meu coraçãopara um maldito lobo mau que saiu correndo,e me vê às pressas para rir de mim e me fazer lembrarda pedra que carrego no lugar de meu aconchego.
Todas as mentiras que você me fez ouvir Ainda estão guardadas no fundo do meu armárioPara me fazer morrer lentamente todas as noitesQuando eu as pego escondidas, e faço de masoquismo diário.E não pense que é fácil para mim olhar para minha casae todos os cômodos me fazerem pensar em você.Meu inferno é aqui. E não é inferno apenas porque você passou.Falsamente, mas passou! É inferno porque sempre foi, e ver teu desenhome faz cada vez mais mal. Eu estou cansada de tanta depressão.Músicas, livros, letras, fotos, me fazem sentir amargura.E as lágrimas já não escorrem mais.E o sexo já não agrada mais.E as roupas já não saem mais...Mais, mais, mais... Eu quero morrer cada vez mais, é a única coisa que posso concluir.Oh tristeza, porque não me deixa em paz?Eu não queria sentir isso, eu não queria me lembrar de você!Porque corro atrás da teimosia e tento ver você em tudo?Eu me torturo, eu me procuro, e eu não me acho.Eu não sei quem sou.
Eu morro, eu sofro, eu descuido, e não quero mais nada.Eu não sinto mais nada, e eu não desejo mais nada.Eu sei quem sou:Eu sou um poço de devaneios, eu sou um poço de loucuras,eu sou um poço de amargura, eu sou um poço de tristeza mecânica.Eu sou um poço de incertezas, eu sou um poço sem amor.E eu não quero amor, e nem anseio amor.Eu não quero mais viver olhando os desenhos sem sentidonos quadros, nas paredes, e não quero mais sentir o gosto de esquecimento e vergonha.Eu quero deixar de existir.Já que minha existência só perpetua perto da tua aura.E EU QUERO DEIXAR TODO ESSE PLATONICISMO BARATO DE BEBEDEIRA DE LADO.
Postado por Isabella Achcar às 19:12
- Você sempre sorri para mim
Postado por Isabella Achcar às 14:40
domingo, 11 de outubro de 2009
- Normalmente nublada
Eu sei que a vida é dura, e eu sei que as pessoas morrem. Digo, eventualmente morrem ou o mundo não comportaria a espécie humana que se acha melhor que os bichos, que se acha melhor que seu semelhante. A vida é triste e difícil para quem escolhe vivê-la, agüentando a pesada dor da chuva caindo sobre o rosto e se confundindo com as lágrimas. Eu ando tendo dias difíceis, querendo compensar coisas ruins com coisas aparentemente boas, tentando substituir minha confusão por qualquer coisa que me confunda ainda mais... E nada de chegar ha lugar algum. Viver ‘’bem’’ é se plastificar para camuflar a dor, engomar-se para se fazer forte passar por tudo para se julgar digno, mal sabe você que é tudo uma máscara. Somos todos fracos por que suportamos a tudo impelidos pela desculpa de que ‘’após a tempestade vem a bonança’’ e por medo do inferno passamos a vida toda lutando para ver a tal bonança chegar. E alguns alimentam seus filhos, perdem suas vidas em empregos sedentários em escritórios, outros se entopem de drogas para por um momento alivias a agonia, outros se casam para depois se separar, e é tudo uma espera árdua e desesperada pela tal bonança que só chega o dia que você fecha os olhos com a sensação de trabalho cumprido, mas sabendo que no fundo podia ter feito melhor. Não seria muito mais fácil fechar os olhos sem ter passado longos anos se martirizando e pensando nas possibilidades. Minha covardia me transformará num asqueroso humano convencional com as mesmas duvidas de meus pais e meus avós. Morrer pode ser mais difícil do que parece.
Postado por Isabella Achcar às 08:26
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
- Recomendo (música)
... pode ser numa canção, pode ser no coração, eu só quero ter você por perto. (Pato Fu - Por Perto)
Postado por Isabella Achcar às 07:12
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
- Vejo que nos precisamos
Você fica divido entre desistir de tudo, o que pode ser mais fácil. Ou pegar as ultimas esperanças que lhe restam e continuar. É cretino isso de continuar. Parece se empurrar entre as possibilidades, mas foi assim, me esquivando das idéias claras de desistência, numa noite com uma bebida qualquer que eu te conheci.
Mas se você está, dá pra ouvir as batidas do meu coração. Dá pra perceber minha respiração funda e carregada, eu procuro o ar se você está por perto. E eu prometo parar com o cigarro se você prometer ficar por perto. E prometo nunca mais te tocar onde dói. Onde dói em mim.
Postado por Isabella Achcar às 18:20
sábado, 3 de outubro de 2009
- 1 2 3 deixe-me
Ver uma pessoa já amada desvanecer-se nas ondas do mar e ir embora deixando só a lembrança da maresia, incomoda e é perfeitamente irritante... É como esquecer a letra da sua música favorita, ou procurar uma caneta que na verdade está prendendo seus cabelos, ou guardar as chaves do carro num lugar totalmente provável e depois não conseguir encontrar. E você perde seu tempo questionando a idoneidade daquela pessoa, medindo o tamanho da persuasão dela e é claro lamentando sua ingenuidade que te faz sentir um idiota total. Por ter amado, por ter confiado e principalmente por ter achado que todas aquelas palavras, toda aquela recíproca era verdadeira. Falta de instabilidade maldita!
Não freqüente mais os mesmos lugares, não ouça mais as músicas, nem leias mais as palavras que te remetem a tal pessoa, faça dela uma ‘tal pessoa’, esmiúce sua importância. Céus onde está a resposta que eu lhe pedi? É tão simples para quem assistiu todas as reações a todo tempo, então céu, você deve ter a resposta... Dê-me. Porque, porque você partiu tão minuciosamente, pra que tantas sutilezas para comigo, se você nunca as teve. Porque ser sutil justamente na hora de me deixar? Tão pouco tempo pra te amar, tão pouco tempo pra me deixar... Porque tanto tempo para te esquecer? Teria adiantando se eu te mandasse jurar?
Postado por Isabella Achcar às 15:42
terça-feira, 29 de setembro de 2009
- Cartas na mesa
Eu escolhi viver apesar do que o tempo fez sem você, voltei para os bons amigos, despertei desejos em outras pessoas, reinventei uma pessoa que quase fui, e que hoje quase sou eu. Fiquei alguns dias sem comer, cantei músicas que não gostava, comi demais e comecei a chorar. Eu fiz da cidade um palco desde que você se foi, e eu dancei demais sobre a complacência que ainda restava em mim, eu esmigalhei minha benevolência e apenas o bagaço sobrou. Hoje como a prostituta largada no quarto de motel, sai pegando meus trapos rasgados e recolhendo aquilo que me devem por quase merecimento, e até ganhando um agrado por compaixão. Mas, quem quer viver da compaixão alheia? Compadecer é sugar da dor dos outros até que aquilo se transforme em algo aparentemente bom. Na verdade tudo o que eu quis era não precisar ter me reinventado, ou talvez te reinventado em mim.
Ainda tenho dúvidas, ainda tenho minha pele jovem mesmo que não seja para sempre, tenho alguns trocados que me restaram da bebedeira do fim de semana, mantenho a minha mente trabalhando e pelo menos lá você não pode me atingir. Essas são as marcas deixadas pelo aprendizado proveniente do sofrer, e contra certas coisas você não deve lutar.
Mas, quanto a mim? Eu ainda sei apostar.
Postado por Isabella Achcar às 07:21
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
- Onde está o blues que conforta?
Ligo o Frank no rádio, o velho amigo das pequenas desoladas e dos bêbados chorando a fuga de seus amores em bares vadios. Agora acho que estou tentando a técnica onde me convenço de estar sonhando, dramatizar um pouco a história me faz uma donzela ainda mais abandonada, e até solto um risinho de canto de boca. Eu te amo, ou não me assolaria com sua partida, e nem fingiria, também não estaria tão confusa sobre estar realmente sentindo ou fingindo sentir aquilo tudo. Acendo um cigarro. Acho que às vezes todo mundo que ser outra pessoa além do que se é, independente de quem seja. Agora sinto meu corpo afundar involuntariamente no sofá, como se quisesse ficar microscopicamente visível, apenas. Primeira vez em ano que tento dissipar minha altivez, e desvencilhar de meu orgulho (escondendo minha cara esnobe e meu nariz empinado). Dessa vez eu quis ficar do tamanho da inexistência, só para não ter de encarar minha velha amiga solidão, que aproveita para se instalar assim que ele vai embora deixando na lembrança apenas o farfalhar das chaves abrindo a porta. Eu ainda não me acostumei com as semelhanças, imagina então ter que aprender a gostar dos extremos? Eu perdi meu posto de ‘’dramática escritora falida’’ assim que a realidade me veio como um tapa na cara.
Postado por Isabella Achcar às 14:25
domingo, 20 de setembro de 2009
- Macacos Árticos Impostores rs
Nota: Para quem não sabe palavra 'impostores' no título faz uma apologia ao novo cd dos Monkeys, Humbug, que significa: impostor, charlatão.
Já tem mais de um mês que nos deparamos com o ‘superesperadomotherfocker’ cd do Arctic (embora eu tenha baixado logo que vazou na net afinal, caiu na rede é peixe mermão) . Hoje decidi falar mais sobre o que EU achei do cd já que estou sem nada pra fazer e amargurada demais pra escrever textos sentimentais (eu faria vocês chorarem até a morte e isso não seria legal /risos). Criticar Arctic Mongays é quase contestar minhas próprias crenças, poréééém eu definiria o Humbug como ‘mais do mesmo’. Não que esteja ruim, longe disto (Arctic’s nunca conhecerão o significado da palavra ruim) é apenas ooooutro cd dos Macacos seguindo a mesma linha dos primeiros. Além do mais, o cdzinho não conseguiu superar nem de loooonge o segundo ( Favourite Worst Nightmare) que ainda continua sendo o melhor ever! Crying lightning não superou, ou melhor, nem chegou aos pés de Teddy Pica (piadinha infame ALOOW) nem de Fluorescent, para mim 505 continua sendo hino, e Do Me a Favour hit da geração (exageeeero, ou não rs). O fato é que My Propeller foi a musiquinha que mais me agradou, embora 'minha hélice' seja um nome um pouco intrigante para uma música rs.
Mas também sejamos sensatos, fãs críticos chatos como eu são uma droga mesmo. Se os caras inovam um pouco a mais, agente reclama dizendo que saiu totalmente da linha e agora nem dá mais pra reconhecer ‘tal banda’. Se os caras seguem uma linha clássica, agente vai logo reclamar dizendo que tá chato e ‘já deu’. Procuramos uma perfeição como dos monges budistas a procura do nirvana. Porééééém, eu A-D-O-R-O ser assim, acredito que somos nos, ‘críticos loucos’ (apologia a banda Palmense –NÃO) que cobramos o suficiente de nossos ídolos fazendo com que eles dêem o MAXIMO DE SI.
Postado por Isabella Achcar às 16:19
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
- Tornou-se inerente
E como a palavra maldizente que se joga em direção ao outro, tudo sempre volta. Eu encontro outro amor; não me corresponde, eu compro outro cigarro; ele continua a me matar, eu troco de vida; a outra vida persegue-me, me encanto com pessoas; elas provam que não vale à pena, e aquele ciclo vicioso nunca desanda. Novamente esmiuçada pela dúvida. Quem antes me ajudava se rendeu ao lazer das tecnologias, e agora em juras um tanto infundadas diz que logo volta pra gente conversar, pra gente resgatar o que perdeu. Até o dia ele entender que não há nada a se retificar, a vida não é um daqueles brinquedos baratos de plástico que quando cai uma peça é só encaixar, ou colar com cola de secagem rápida. Enquanto isso, eu novamente pego todos os nuances de cinza e encho minha vida das inseparáveis sombras, novamente.
Postado por Isabella Achcar às 16:50
- Quatro bebados criando um texto
Well, como todo fds capim, álcool, e tudo mais... A única diferença deste final de semana para os outros, foi que, sentada na nossa ''esquina do fim de noite'' agente resolveu filosofar (e detalhe que ainda nem era um ''fim de noite''). E isto foi o resultado do que encontramos em um perga... uma papel, nas coisas do Cadore, e agora depois de sóbrio nos demos conta de tamanha incoesão.
Passando pelo túnel, indo para Salvador!
Quatro bêbados criando um texto.
A vida sexual de uma pessoa passa por transtornos assim que depara-se com a bebida alcoólica. Então, a sua vida se torna um mar de lamurias ou em um jogo de prazer, repleto de conflitos ou impasses internos. A tecnologia não coopera com o bem de quem esta sóbrio, afinal o mundo é tão pequeno e eu preciso mijar. Estou mijando. A pessoa de extrema arrogância que se maquiando recebe um beijo roubado. Yep!
Senti tanta firmeza naquela situação que será observada pelas pessoas “algumascoisasquenãoconseguienterderdeformaalgum” das informações. O BBB tem ideias e fatos transformados novamente em estatuas de cera. O coringa me deu a lupa, recuperei o fôlego, o sol brilhava intensamente quando o RPG se fudeu. Comi que me afoguei, porque o filho da puta, o seu fiel puteiro estava indo. O matemático Andrei escreveu que a isa é uma vadia, o galo gritou: “Samuel para de fumar, o paralelepípedo joga TRUCO, e ele se masturbava com um canudo.
Chupa que é de uva. Enfim, não tem cigarro e estamos com conteúdo. E o bambu? “MTV mostra mulher pelada” respondi, mas o destino esta do nosso lado. Sofrimento. WTF?
by: Cadore, Isa, Lê e Malcos no capim do rock, 1:29 da madrugada da night de sexta para sábado. Palmas – To.
Postado por Isabella Achcar às 14:25
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
- Somos acordos temporários
Postado por Isabella Achcar às 19:04
- Você deve me esquecer
Postado por Isabella Achcar às 17:16
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
- Tatuagem
Para Jordana Fonseca <3
Postado por Isabella Achcar às 15:49
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
- É falamansa sim, e daí? rs
Avisa -Falamansa
É que eu não sou um ator e se eu sinto dor tenho que chorar. Se o sol brilhar de novo no horizonte, avisa. E pode ter certeza que eu tô lá pra ver, avisa. Se a liberdade te trair e precisar de alguém, avisa. Ou se tudo correr bem e não precisara, avisa. Parece até que o vento traz o sentimento, avisa. Ele nem faz questão de nos avisar, avisa. Pro vento que traz sofrimento que sopre pra outro lugar. Pro vento que traz amor não vejo a hora de você chegar.
Postado por Isabella Achcar às 05:59

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