Comentários (e elogios) sobre a recém terminada leitura do livro Laranja Mecânica (e algumas críticas construtivas ao filme).
Acho que o filme Laranja Mecânica deve tirar férias, ou ir para a oficina. Porém tcheloveks menos preguiçosos, poderão se deliciar com o livro e os dois capítulos a mais que o senhor Burguess criou e os malditos bratchnis não colocaram no filme (ah, é claro que foi um filme baseado no livro, e não o contrário). A diferença é que no filme agente fica sem saber o desfecho no nosso querido drugui Alex, e fica meio que aquele vazio, aquele espaço pra reflexão (que vamos combinar, desnecessário, já que a verdadeira história tem um fim rs). Já no livro, não nos deixam espaço para a dúvida. Alex volta a ter escolhas, as escolhas que mudam de acordo com a maturidade e estas outras veshkas um malenk starre. Ok, vocês devem estar se perguntando sobre essas palavrinhas estranhas, é o vocabulário nadsat (espécie de gíria cigana, termos eslavos e uma linguagem pseudo Elizabetana), totalmente presente no livro. No começo aquelas palavras estranhas vão te irritando um pouquinho, questão de costume e discernimento (no caso do meu livro, que é uma reedição, temos um glossário muuuuito útil rs). A verdade é que eu que já havia visto o filme antes do livro, estou sim, o desmerecendo, por que apesar de ainda ser um clássico do cinema (me esqueci disso por um segundo rs) ele perde de lavada pro livro (me perdoe Stanley Kubrick)... Mas isso já é de se esperar de filmes baseados em livros rs.
Agora, fica pra vocês sinopse mal elaborada, que eu chamaria de ‘’rapidinha’’ do livro (conseqüentemente do filme, apesar de algumas diferenças básicas)... Anthony Burguess em 1962 meio que prevê os dias de hoje dando origem á um livro maravilhoso retratando a violência de uma Inglaterra, para ele, futurista. Mas ele retrata, com um pouco de excesso, mas muitos detalhes, o que presenciamos hoje: jovens de classe média, infantis e violentos (muitas vezes, mimados) que passando ou não por experiências traumáticas, mudam de acordo com o amadurecimento das idéias. Esse livro fala muito também sobre um assunto muito questionado nos dias de hoje: até onde o governo tem o poder de interferir no livre arbítrio, sim meus caros irmão, o poder de escolha do ser humano. Um livro muito interessante escrito na primeira pessoa do singular, nosso caro drugi Alex, que passa por estas veskas todas, nos conta sua própria história com muita exuberância e maestria. E que Bog abençoe a todos vocês.
ps: a capa da reedição ficou super ''alternativa'', para gosto de vocês, indiezinhos de plantão, que poderam desfilar pela turminha de amigos pagando uma de cult com seu livrinho ultra moderno. Como diria Alex: beijem meus yarblis seus, tcheloveks graznis, que Bog os amaldiçoe.
Acho que o filme Laranja Mecânica deve tirar férias, ou ir para a oficina. Porém tcheloveks menos preguiçosos, poderão se deliciar com o livro e os dois capítulos a mais que o senhor Burguess criou e os malditos bratchnis não colocaram no filme (ah, é claro que foi um filme baseado no livro, e não o contrário). A diferença é que no filme agente fica sem saber o desfecho no nosso querido drugui Alex, e fica meio que aquele vazio, aquele espaço pra reflexão (que vamos combinar, desnecessário, já que a verdadeira história tem um fim rs). Já no livro, não nos deixam espaço para a dúvida. Alex volta a ter escolhas, as escolhas que mudam de acordo com a maturidade e estas outras veshkas um malenk starre. Ok, vocês devem estar se perguntando sobre essas palavrinhas estranhas, é o vocabulário nadsat (espécie de gíria cigana, termos eslavos e uma linguagem pseudo Elizabetana), totalmente presente no livro. No começo aquelas palavras estranhas vão te irritando um pouquinho, questão de costume e discernimento (no caso do meu livro, que é uma reedição, temos um glossário muuuuito útil rs). A verdade é que eu que já havia visto o filme antes do livro, estou sim, o desmerecendo, por que apesar de ainda ser um clássico do cinema (me esqueci disso por um segundo rs) ele perde de lavada pro livro (me perdoe Stanley Kubrick)... Mas isso já é de se esperar de filmes baseados em livros rs.
Agora, fica pra vocês sinopse mal elaborada, que eu chamaria de ‘’rapidinha’’ do livro (conseqüentemente do filme, apesar de algumas diferenças básicas)... Anthony Burguess em 1962 meio que prevê os dias de hoje dando origem á um livro maravilhoso retratando a violência de uma Inglaterra, para ele, futurista. Mas ele retrata, com um pouco de excesso, mas muitos detalhes, o que presenciamos hoje: jovens de classe média, infantis e violentos (muitas vezes, mimados) que passando ou não por experiências traumáticas, mudam de acordo com o amadurecimento das idéias. Esse livro fala muito também sobre um assunto muito questionado nos dias de hoje: até onde o governo tem o poder de interferir no livre arbítrio, sim meus caros irmão, o poder de escolha do ser humano. Um livro muito interessante escrito na primeira pessoa do singular, nosso caro drugi Alex, que passa por estas veskas todas, nos conta sua própria história com muita exuberância e maestria. E que Bog abençoe a todos vocês.
ps: a capa da reedição ficou super ''alternativa'', para gosto de vocês, indiezinhos de plantão, que poderam desfilar pela turminha de amigos pagando uma de cult com seu livrinho ultra moderno. Como diria Alex: beijem meus yarblis seus, tcheloveks graznis, que Bog os amaldiçoe.



