Observação plácida.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
- Porta Secreta
Você não acredita, e eu por cinco minutos desacreditei também. Vejamos bem aonde eu vim parar, porém ainda estou em pé certo? Todo dia eu levanto com dificuldade, ainda não me acostumei bem nessa de andar sobre as próprias pernas, de não contar com ninguém além de mim mesma. Está sendo uma grande lição, e quando eu terminar de aprender nós vamos ficar juntos. Não que eu preveja o futuro, mas apenas existem dois caminhos: o fim desse doce sabor do ‘’gostar’’de quem acha que conhece o outro mais ainda quer explorar, ou a volta dessa exploração que advém do gosto bom de gostar desse alguém. Sou nova o bastante para sonhar com a segunda opção quando eu acordo e vejo que algum tempo se passou e nada apaga. São muitos quilômetros, muitos dias, muitas pessoas, muito passado. Eu quis te manter ao meu lado enquanto eu conhecia o mundo novo de uma garota de 13 anos. E ainda me lembro do dia que tu me perguntara se eu abdicava de qualquer curiosidade adolescente pra ficar com você e só com você... Eu respondi um sim cheio de não, e esgueirei fundo na vontade de viver um mundo de alguém que se via cheio de argumentos para isto. Foi ai que eu quis te encaixar nesse mundo que sempre te desconheceu, e que nunca vai te conhecer, AINDA BEM! Nada preencheu o vazio que existia, nada preenche a cratera funda que ficou depois que eu te dei passe livre pra ir embora, passe livre pra se desgrudar de mim. Mas ficou aquela sujeira de grude na minha roupa velha que eu nunca tive coragem de lavar. E eu continuo mantendo a mancha confiante de que um dia agente a limpe juntos. Eu continuo com as mãos rasgadas depois de tantos murros em pontas de facas, tantos tiros no escuro, tantas fugas infundadas. Num tempo atrás quando saudade ainda não era viciada em internet, existia o esquecimento rápido, ou pelo menos a falta de comunicação que ajudava nesse ‘’esquecer’’; se mudava de cidade e pronto, se perdia o contato. Não funciona mais, pelo contrario, me vejo perto querendo abraçar uma tela fria e palavras de uma pessoa que eu não conheço mais, ante a toda a cordialidade barata que esses meios de comunicação nojentos podem nos proporcionar, cordialidade aquela que você ainda insiste em alimentar... Tem se tornado difícil pra mim, como todo o peso que eu acho que tenho que carregar, mas na verdade não, não sei. Mas eu sei bem que fui única, a única que sentiu sua falta pungente, a princesa abandona o príncipe que a carrega de volta para o castelo mais distante no topo da torre mais alta... Eu me envergonho de catar ate as migalhas da sua atenção, e eu toda prazerosa, aberta; qualquer pergunta, qualquer duvida. Eu continuo te amando... Acho que foi bem isso que eu lhe escrevia, naquele sonho assustado.
Se isto não é amor, se tempo não é amor, se insistência não pode ser amor... O que mais pode ser? Ah sim, concordância pode ser amor, não pode? Desfiles de uma tola.
Postado por Isabella Achcar às 11:11
terça-feira, 27 de outubro de 2009
- Os programas de índio do meu pai rs
Se vocês estiverem lendo esse texto, significa que a vossa querida blogueira sobreviveu a intensos dias de terror e tortura, mas agora está sã e salva nas dependências de seu lar. No dia 20 de outubro de 09 o querido progenitor da qual vos acompanham chegou com uma proposta aparentemente tentadora: matar dois dias de aulas para fazer uma viagem a passeio, com a finalidade de descansar a cabeça. Logo de cara, e sem pedir mais detalhes, vossa fiel escudeira aceitou o convite e preparou as malas terrivelmente organizadas (ou não) para embarcar no outro dia. Já pela tarde do dia 21 pegaríamos a estrada, chegaríamos de madrugada ao local destinado. A viagem tranqüila, o destino até então era o Mato Grosso. Engana e encorajada pela falsa proposta de ir para Cuiabá, estava eu tranqüila com meu gatorade sabor maracujá e morango. Quando chegamos ao local, a amiga que vos fala estava dormindo tranquilamente recostada no banco traseiro da caminhonete. ‘’Abra os olhos filhinha, chegamos’’, ouvi papai dizer. Foi então que despertei e dei de cara com a mais terrível imagem do ano, uma cidade ribeirinha na divisa com Mato Grosso e Goiás. Com menos de 50 habitantes e apenas duas ruas, estava eu enfurnada em Cocalinho – MT. Foram dias duros sem celular nem internet, os quais sua sofrida blogueira transcorrerá abaixo, acompanhe agora a dolorosa saga de 4 dias no meio do nada.
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Quarta – 21 de outubro de 2009
Cheguei de madrugada e ainda estou desesperada com a idéia de passar meu final de semana no meio do mato. A ambição de faltar dois dias de aula para descansar agora se transforma em arrependimento. O quarto de hotel pelo menos tem ar condicionado, mas as paredes são rachadas e eu fico fungando o tempo todo, sem falar dos mosquitos. Segundo pesquisas esse é o melhor hotel da cidade, estou amedrontada com a idéia de pensar no outros. Meu pai parece ter chegado ao paraíso, ou pelo menos estar a dois passos dele, eu já acho que atraquei no inferno com passagem só de ida. Papaizinho também está meio chateado, Eu acabo de dar a birra mais mimada de toda minha vida, afinal, eu fora profundamente enganada e agora estou com medo de voltar para casa com a pele dois tons acima ou toda vermelha e descascada (o que é mais provável). Se eu sobreviver, não me esqueçam de ir a igreja agradecer por toda a poluição e desmatamento já existente, pelas águas poluídas e os carros barulhentos da cidade, agradecer pelos ladrões pela internet e pela fechadura de casa, dar graças pela vida de Viviane Westwood e Alexandre Herchcovitch, Sex Pistols e Libertines, e tudo o que pode ser considerado civilizado. Mas agora eu só penso em tomar todos os antidepressivos do mundo e dormir até esse pesadelo passar.
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Quinta – 22 de outubro de 2009
Enfim salva em meu quartinho gelado de hotel, na verdade, eu passei quase todo o dia aqui afinal meu pai pescou a maioria do dia. Quando ele estava na cidade passei um tempo com ele, porém logo arranjava uma desculpa para vir pro hotel que fica a 100 metros do rio e do bar. Tirei algumas fotos também, passei dez longos minutos observando a água e não foi tão torturante. Eu só não estou mais entediada e chateada por que meu pai está muito feliz, e eu o amo mais do que qualquer pessoa nessa vida. Eu adoro ver meu lindinho sorrindo, meu pai é minha vida galera, e me manter sorrindo perto dele é um dos mil esforços que eu posso fazer por todo o amor que sinto por ele. Mas mesmo assim isso aqui continua sendo a pior prisão/tortura pra mim, eu tenho pavor de mato. Apesar de todo o repelente eu já tive que tomar um antialérgico porque os mosquitos dos infernos me picaram e eu acabei tendo uma reação terrível na perna, tem um calombo enorme, vermelho e quente. Meu pai me mandou tomar o remédio. E também apesar de todo bloqueador solar, os poucos minutos que passei no mormaço já me deixaram avermelhada. Óh tristeza! Mas vejapos pelo lado bom, menos um dia de tortura. Então é isso galera, meu dia se resumiu basicamente a ler Fernando Sabino e escutar Sex Pistols num quarto de hotel.
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Sexta – 23 de outubro de 2009
Menos um dia, uff. Não estava muito bem hoje, meio triste, não sei se é o clima desse tipo de cidade que me dá uma nostalgia da minha infância quando toda a pseudo-família ainda pseudo-existia e vínhamos passar os feriados em cidadelas como essa, ou talvez seria simples problemas cotidianos que ficam no meu subconsciente, e sei que eu não posso tirar férias deles. Enfim, minha perna ainda está inchada e dolorida, eu gastei 100 unidades no orelhão para não me sentir tão incomunicável (mas convenhamos, estou incomunicável). Falei com a Dani, saudades e inveja dela (ela está na pseudo-civilização com a galera rs), e também falei com a mamãe desejando muito que ela estivesse aqui. Meu pai fez churrasco (eca rs) hoje, e eu escutei mais Sex Pistols e um tanto de Division, ouvi Arctic e DEUS! Como eu estava com saudades de The Last Shadow . Eu agora estou tomando um antiinflamatório infeliz, porque cheguei à conclusão que tenho alergia de tudo neste lugar, inclusive do lugar. Meu dia foi outro saco, mas meu pai aprece tão bem e isso me deixa quase mais feliz do que se eu estivesse na Europa rs.
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Sábado – 24 de outubro de 2009
Ontem externei uma depressão tão profunda que mal me lembro de pensar sobre o quão estava exausta para escrever. Eu queria ir embora e começar uma deita, que queria minha mãe e na verdade não queria nada. Dormi muito, comi demais, fiquei irritada com um livro sobre animais até conseguir interpretá-lo direito. A internet daqui é uma maravilha discada, sim, DIS-CA-DA, a coisa mais pré-histórica que se pode esperar de um lugar e internet discada em uma lan house. Tudo me deixou muito nervosa, a única parte boa do dia foi andar de cano com meu pai depois de quase a virar quatro vezes depois de uma insólita idéia do papai de tentar me ensinar a pilotar aquilo. E eu me dei conta de como às vezes, mesmo sendo a pessoa mais fisicamente próxima do papai, pareço estar à quilômetros de distância dele. Desde que ele chegará atônito com aquela idéia de canoa (a muuuuuito tempo atrás, diga-se de passagem) eu nunca havia mostrado nenhuma curiosidade naquilo que quase o tirava o sono de tanta excitação. Foi ai que me dei conta de algo ainda pior, todos os conhecidos do papai, inclusive todos os funcionários dele e meu irmão, todos, sem exceção, já haviam andado naquela canoa, e eu nem atinara para conhecer a tal que leva o meu nome. Ele estava tão feliz mesmo depois de eu quase nos afogar rio abaixo tentando aprender a acelerar aquele troço do jeito certo. E mais uma vez, valeu fazer da felicidade do meu pai, a minha felicidade.
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Domingo-25 de outubro de 2009, vulgo: Segunda – 26 de outubro de 2009Eu quase perdi a noção do tempo. Amanhã é o dia de dar tchau a cidadela insossa, e olá a minha vida enfadonha e agitada naquele projeto de capital cuja o calor é infernal (até rimou, poxa!). Durante todo o final de semana li três livros, um de 400 paginas outro de 300 e um de 700, parece loucura não? Me sinto tão desligada do mundo como se tudo lá fora não existisse e eu estivesse completamente languida e poética. Me sinto louca. Louca para começar uma dieta, diga-se de passagem. O mundo lá fora, longe do rio, da comida caseira e do meu pai parece inexistente, parece mais com um conto de fadas do que com algo que eu realmente tenha vivido, (ou vivo ) assustador e nada aconchegante. Parece-me uma idéia meio torpe encontrar-me com meus amigos, ou professores, e até mesmo com minha psicóloga. O orelhão se parece mais com um portal para o mundo externo que a mais de 24 horas eu não consigo atravessar, a única previsão de contato com o mundo fora daqui. Isso tudo me encobriu por inteira, esse lugar, essas pessoas que parecem nunca terem saído daqui, tudo tão místico e incrédulo. Todo o tempo no quarto do hotel na companhia de Pistols e Division, Laura Marling e Spektor. Foram dias tranqüilos, mas agora atenuar-me a realidade parece tão difícil como sair dela. Talvez eu esteja um pouco, poética demais. Meu quarto, só agora me dei conta do estado em que vou deixá-lo, parece mais um antro de punks anárquicos ou um chiqueiro. Meu pai tem razão em reclamar quando vem me acordar toda manha. Um beijinho de bom dia e uma exortação seguida de uma tremenda explicação desnecessária de como isto é apenas um final de semana e eu não preciso em comportar como uma maníaca depressiva viciada em heroína a beira de um colapso nervoso. Espero que nada de muito terrível tenha acontecido para me assustar nessa ‘’volta á civilização’’.
Postado por Isabella Achcar às 16:38
terça-feira, 20 de outubro de 2009
- Porque está tão triste Debbie?
Galere do mal (QUE DROGA DE COMEÇO), eu sei que a promessa de post pra essa semana era falar da tia Winehouse e os novos junkies do pedaço, buuuuut, esperem! Ainda naquele clima de roqueiros mortos e tietagem vou falr um pouco sobre Déborah. Não, ela não é nenhuma 'roqueira morta', ela era simplesmente a sofria esposa/mártir do meu querido Ian Curtis, vocalista do Joy Division. Entre conversas de boteco (no msn rs) com um velho amigo descobri que ele havia escrito uma música falando da pequenina Déborah. A canção é simplesmente genial, e a letra (de um bom gosto incrível) retrata um pouco do que a pequena passou com Ian no fim da vida dele. Os amores intensos são os mais duros porém os mais belos também, Sid e Nancy, Kurt e Courtney, Ian e Déborah... Ai vai a música, e o myspace do rapaz pra quem quiser escutar.
Debbie - Wallece José
Seja o que diz ao menos uma vez
Não quero mais brincar
O teu amor
Já me cansou o coração
Estou tão só se quero sua mão
E vem dizer pra não morrer na solidão...
Me diz, cadê você que conheci há tanto tempo atrás?
Deixei controlar sabendo que era eu
Lhe ajudou quando caiu
Em pleno chão
Lhe deu a mão
E agora estou tão só
Porque você não vai de vez e leva tudo que é seu?
Myspace - www.myspace.com/wallecejose
Ps: ninguém sabe o que eu e o Wallece passamos no bolha cultural /tortura.
Ps 2: Vale mutio a pena conferir /dica.
Postado por Isabella Achcar às 13:26
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
- Morra jovem, permaneça morto (ou eternizado)
É certo que no mundo da música, aqueles que fizeram (e fazem) mais sucesso tem em comum um pequeno gosto pela auto destruição. Da mais doce Lily Allen, até a subjugada Senhorita Winehouse, passando é claro pelo meu impreterível protegido Doherty. Olhando ao longo da história, as mais eternizadas bandas tem pelo menos ‘’um pezinho na cova’’. Mas que tal dar uma olhada naqueles que enfiaram com gosto os dois pés?
Ordem cronológica crescente 1969 - 1994
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Brian Jones – Nem todo mundo se lembra/sabe, mas esse cara foi um dos fundadores do Rolling Stones. É galera Mr. Jones rs foi guitarrista da Pedras Rolantes logo em sua primeiríssima formação. Logo que a banda começou a carreira o jovem já iniciou-se nas drogas também. Morreu jovem, em julho de 1969 aos 27 anos, afogado na piscina de sua própria casa, na época por motivos desconhecidos. Hoje boatos (ou não) revelam que ele fora afogado por um empreiteiro que trabalhava na reforma de seu lar-doce-lar, o assassino teria confessado o crime no ano de 1993 em frente ao túmulo de Brian (acho que Jones fez foi puxar o pezinho do cara a noite rs).
Assistam: Stoned
Quem diria que esse cara ai fundou uma das maiores bandas de todos os tempo? rs
Jimi Marley Hendrix e seu passatempo preferido (brinks seus toscos, não tá vendo que é só um marlboro light? rs)Assistam: The Rose
O vestuário, a expressão dócil, e o cabelo-marca-registrada fizeram de Janis uma mulher de beleza exótica e marcante. Gostoooosa, brinks.
Jim Morrison – Até hoje a morte do brilhante frontman do Doors é uma incógnita, já que não ouve autópsia. Morrison morreu em seu apartamento em Paris no ano de 1971 também aos 27 (já tinha virado moda?), e há especulações até mesmo de que ele havia forjado sua morte por que estava cansado de fama demais, dinheiro de mais, gente demais no seu pé, falta de liberdade... E essas coisas que todo mundo quer, mas quando consegue não sabe administrar. Quanto ao The Doors: A banda ainda tentou se manter de pé após a morte do vocalista,e até editaram dois álbuns, não foi um fracasso total, mas também não houve holofotes e festa. Logo os integrantes dispersaram sob a desculpa de que ‘’não se sentiam bem sem Jim’’, mas também, convenhamos, jamais seria a mesma coisa sem o cara né?
Assistam: The Doors – o mito de uma geração
Até sua sobrinha de 5 anos que assite xuxa e calça a nova sandália da sandy já viu essa foto em algum lugar.
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Manual de como ser um bom punk: tente se tornar o Sid Viciou, depois desista disso e compre uma camiseta com essa foto.
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Oti mamãezinha cuti cuti nene S2
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Postado por Isabella Achcar às 10:09
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
- Espaço para os amigos
_Galera, disponibilizei aqui no meu blog um espaço para um texto de uma pessoa que eu amo, e que eu aprendi a entender a dor. E também porque adimirei muito o trabalho dela e queria compartilhar com o pessoal do blog. Pros amigos que tem boas idéias, ou se tiverem algo a compartilhar, o espaço para amigos 2, 3, 4, 5... Enfim, amigos serão sempre bem vindos no meu blog, na minha vida. Ag Parabéns amiga, amo você. <3
Mão Livre (Ag Andrade)
Não que um coração valha mais do que um maço de cigarros.Mas alguns romances de madrugadas embriagadasainda conseguem me tirar lágrimas...E eu que pensei que tinha secado a fonte!Ver sua sombra me traz tristeza.Sentar-me ao seu lado e trocar apenas a respiraçãoMe faz beirar um abismo de depressão.Não que você valha mais do que a vodca barata do bar...Mas você vale o suficiente pra me obrigar a me embebedar;Concluo eu que quase nada, na manhã seguinte não sei,não quero saber muito menos imaginar o que será de mim.Eu vejo o liquido da garrafa já no fim,e penso que pela manhã não verei teu rosto no céu com meus malditos olhos vermelhos que tem aversão à luz.Eu sou uma princesinha carente e fácil.Eu tiro minhas vestes no primeiro encontro a procura de amor.Porque depois do nono foi quando eu perdi meu coraçãopara um maldito lobo mau que saiu correndo,e me vê às pressas para rir de mim e me fazer lembrarda pedra que carrego no lugar de meu aconchego.
Todas as mentiras que você me fez ouvir Ainda estão guardadas no fundo do meu armárioPara me fazer morrer lentamente todas as noitesQuando eu as pego escondidas, e faço de masoquismo diário.E não pense que é fácil para mim olhar para minha casae todos os cômodos me fazerem pensar em você.Meu inferno é aqui. E não é inferno apenas porque você passou.Falsamente, mas passou! É inferno porque sempre foi, e ver teu desenhome faz cada vez mais mal. Eu estou cansada de tanta depressão.Músicas, livros, letras, fotos, me fazem sentir amargura.E as lágrimas já não escorrem mais.E o sexo já não agrada mais.E as roupas já não saem mais...Mais, mais, mais... Eu quero morrer cada vez mais, é a única coisa que posso concluir.Oh tristeza, porque não me deixa em paz?Eu não queria sentir isso, eu não queria me lembrar de você!Porque corro atrás da teimosia e tento ver você em tudo?Eu me torturo, eu me procuro, e eu não me acho.Eu não sei quem sou.
Eu morro, eu sofro, eu descuido, e não quero mais nada.Eu não sinto mais nada, e eu não desejo mais nada.Eu sei quem sou:Eu sou um poço de devaneios, eu sou um poço de loucuras,eu sou um poço de amargura, eu sou um poço de tristeza mecânica.Eu sou um poço de incertezas, eu sou um poço sem amor.E eu não quero amor, e nem anseio amor.Eu não quero mais viver olhando os desenhos sem sentidonos quadros, nas paredes, e não quero mais sentir o gosto de esquecimento e vergonha.Eu quero deixar de existir.Já que minha existência só perpetua perto da tua aura.E EU QUERO DEIXAR TODO ESSE PLATONICISMO BARATO DE BEBEDEIRA DE LADO.
Postado por Isabella Achcar às 19:12
- Você sempre sorri para mim
Postado por Isabella Achcar às 14:40
domingo, 11 de outubro de 2009
- Normalmente nublada
Eu sei que a vida é dura, e eu sei que as pessoas morrem. Digo, eventualmente morrem ou o mundo não comportaria a espécie humana que se acha melhor que os bichos, que se acha melhor que seu semelhante. A vida é triste e difícil para quem escolhe vivê-la, agüentando a pesada dor da chuva caindo sobre o rosto e se confundindo com as lágrimas. Eu ando tendo dias difíceis, querendo compensar coisas ruins com coisas aparentemente boas, tentando substituir minha confusão por qualquer coisa que me confunda ainda mais... E nada de chegar ha lugar algum. Viver ‘’bem’’ é se plastificar para camuflar a dor, engomar-se para se fazer forte passar por tudo para se julgar digno, mal sabe você que é tudo uma máscara. Somos todos fracos por que suportamos a tudo impelidos pela desculpa de que ‘’após a tempestade vem a bonança’’ e por medo do inferno passamos a vida toda lutando para ver a tal bonança chegar. E alguns alimentam seus filhos, perdem suas vidas em empregos sedentários em escritórios, outros se entopem de drogas para por um momento alivias a agonia, outros se casam para depois se separar, e é tudo uma espera árdua e desesperada pela tal bonança que só chega o dia que você fecha os olhos com a sensação de trabalho cumprido, mas sabendo que no fundo podia ter feito melhor. Não seria muito mais fácil fechar os olhos sem ter passado longos anos se martirizando e pensando nas possibilidades. Minha covardia me transformará num asqueroso humano convencional com as mesmas duvidas de meus pais e meus avós. Morrer pode ser mais difícil do que parece.
Postado por Isabella Achcar às 08:26
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
- Recomendo (música)
... pode ser numa canção, pode ser no coração, eu só quero ter você por perto. (Pato Fu - Por Perto)
Postado por Isabella Achcar às 07:12
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
- Vejo que nos precisamos
Você fica divido entre desistir de tudo, o que pode ser mais fácil. Ou pegar as ultimas esperanças que lhe restam e continuar. É cretino isso de continuar. Parece se empurrar entre as possibilidades, mas foi assim, me esquivando das idéias claras de desistência, numa noite com uma bebida qualquer que eu te conheci.
Mas se você está, dá pra ouvir as batidas do meu coração. Dá pra perceber minha respiração funda e carregada, eu procuro o ar se você está por perto. E eu prometo parar com o cigarro se você prometer ficar por perto. E prometo nunca mais te tocar onde dói. Onde dói em mim.
Postado por Isabella Achcar às 18:20
sábado, 3 de outubro de 2009
- 1 2 3 deixe-me
Ver uma pessoa já amada desvanecer-se nas ondas do mar e ir embora deixando só a lembrança da maresia, incomoda e é perfeitamente irritante... É como esquecer a letra da sua música favorita, ou procurar uma caneta que na verdade está prendendo seus cabelos, ou guardar as chaves do carro num lugar totalmente provável e depois não conseguir encontrar. E você perde seu tempo questionando a idoneidade daquela pessoa, medindo o tamanho da persuasão dela e é claro lamentando sua ingenuidade que te faz sentir um idiota total. Por ter amado, por ter confiado e principalmente por ter achado que todas aquelas palavras, toda aquela recíproca era verdadeira. Falta de instabilidade maldita!
Não freqüente mais os mesmos lugares, não ouça mais as músicas, nem leias mais as palavras que te remetem a tal pessoa, faça dela uma ‘tal pessoa’, esmiúce sua importância. Céus onde está a resposta que eu lhe pedi? É tão simples para quem assistiu todas as reações a todo tempo, então céu, você deve ter a resposta... Dê-me. Porque, porque você partiu tão minuciosamente, pra que tantas sutilezas para comigo, se você nunca as teve. Porque ser sutil justamente na hora de me deixar? Tão pouco tempo pra te amar, tão pouco tempo pra me deixar... Porque tanto tempo para te esquecer? Teria adiantando se eu te mandasse jurar?
Postado por Isabella Achcar às 15:42

