sábado, 3 de outubro de 2009

- 1 2 3 deixe-me

Ver uma pessoa já amada desvanecer-se nas ondas do mar e ir embora deixando só a lembrança da maresia, incomoda e é perfeitamente irritante... É como esquecer a letra da sua música favorita, ou procurar uma caneta que na verdade está prendendo seus cabelos, ou guardar as chaves do carro num lugar totalmente provável e depois não conseguir encontrar. E você perde seu tempo questionando a idoneidade daquela pessoa, medindo o tamanho da persuasão dela e é claro lamentando sua ingenuidade que te faz sentir um idiota total. Por ter amado, por ter confiado e principalmente por ter achado que todas aquelas palavras, toda aquela recíproca era verdadeira. Falta de instabilidade maldita!
Não freqüente mais os mesmos lugares, não ouça mais as músicas, nem leias mais as palavras que te remetem a tal pessoa, faça dela uma ‘tal pessoa’, esmiúce sua importância. Céus onde está a resposta que eu lhe pedi? É tão simples para quem assistiu todas as reações a todo tempo, então céu, você deve ter a resposta... Dê-me. Porque, porque você partiu tão minuciosamente, pra que tantas sutilezas para comigo, se você nunca as teve. Porque ser sutil justamente na hora de me deixar? Tão pouco tempo pra te amar, tão pouco tempo pra me deixar... Porque tanto tempo para te esquecer? Teria adiantando se eu te mandasse jurar?