Como a falada liberdade sente prender-se a alguém
Como a ilusão do sentir, fadado ao fracasso
O que se faz com o nunca esquecer
Quando dos dias atuais faz-se tarde demais para lembrar
Como escolher entre os contra-gostos amores de sabores variados
Se tira um menos enjoativo que talvez adocique o que o outro amargou
Até quando o amargo ficaria por se fazer saborear
Saboreia-se sem parar de amar
Então se percebe que pode haver melhores sabores, momentâneos
Mas também se chama sabor
Que o amargo que nos lábios se instalou
Pode tentar não mais se fazer sentir
Tentar substituir
E talvez substituição não seja a palavra correta
Tarde demais para se lembrar
Agora que tudo adocicou
Mas talvez ela ainda queira do amargo que se foi
Não se vanglorie porque ela te quis
E não se deprecie quando ela decidi seguir seu caminho
Foi dos sabores que restou a lembrança
Mas se um dia você se lembrar talvez será tarde demais
Mas nunca significará que ela não pode mais sentir
Ela sente independente de outro sabores que lhe tocam o paladar
sexta-feira, 19 de março de 2010
- Antes que se faça tarde
Postado por Isabella Achcar às 07:45
